Capela

Imprimir

 

Nesta capela, em plena cidade, reinam o silêncio, o recolhimento, o fervor, a confiança, o reconhecimento. Aqui paira um ar de juventude: é a eterna juventude daquela que é isenta do pecado, a Imaculada!
Se sentir que esta capela não é uma capela como as outras... a Santíssima Virgem “em carne e osso” nela caminhou... permanece connosco: viverá surpresas sobre surpresas!

 

Um encontro

Em pleno coração de Paris, desça do metro, Sèvres-Babylone ou Saint- Placide. Não está tão longe da Capela!
Há também os autocarros que passam bem perto:
39, 63, 70, 84, 87, 94.
Não hesite. tudo serve. Pode ir também a pé!

 

O mais importante é saber aonde vai:
Capela da Medalha Milagrosa.
Paris, 7º distrito, de acordo;


Rua do Bac, sim; mas, qual o número? 
Caso ignore, poderá procurá-lo muito tempo e passar várias vezes diante deste lugar escondido, sem o ver; “uma gruta no coração de Paris” dizia João Guitton.

Então não o esqueça mais: 140, rua do Bac!
Em cima do pórtico, uma Virgem com o Menino, encimada pelo versículo do hino Ave MarisStella, está esperando por si:
Monstra te esse 
matrem: 
Mostra-nos que tu és Mãe!


Chegou. Entre!  

A equipa da “rua do Bac” sente-se feliz em o acolher e mostrar-lhe os “diamantes” que a Santíssima Virgem prometeu a todos aqueles, grandes e pequenos, que se aproximam dela com confiança: “Vinde ao pé deste altar, aí as graças serão derramada sobre todos

Uma Capela cheia de Segredos!

Quer descobri-la connosco? Saiba, antes de tudo, que é aqui a
Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade. O Hotel de Châtillon (era o seu nome) foi-lhe atribuído em 1813, depois da tormenta da Revolução. Imediatamente, começa a construção da Capela.

 

A 8 de Agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Cresceu o número de vocações. Foi necessário aumentar a Capela, que passa então por transformações sucessivas. Em 1930, por ocasião do centenário, uma reconstrução completa da Capela que no-la mostra a tal como a vemos hoje.

 

Agora, tem a oportunidade de visitá-la!

 

As aparições

O céu desceu à terra... De Julho a Dezembro de 1830, a Irmã Catarina, jovem noviça das Filhas da Caridade, recebe o imenso favor de conversar três vezes com a Virgem Maria.

 

Nos meses precedentes, Catarina foi beneficiada com outras aparições.
São Vicente de Paulo manifestou-lhe o seu coração. Na Capela, em oração, Catarina vê por três dias consecutivos, o coração de São Vicente, em três cores diferentes. Ele aparece-lhe, em primeiro lugar, branco, cor da paz; depois vermelho, cor do fogo; a seguir preto, sinal das desgraças que recairão sobre a França e, particularmente, Paris.

 

Pouco depois, Catarina viu Cristo presente na Eucaristia, para além das aparências do pão. “Vi Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento durante todo o tempo do meu Seminário, excepto todas as vezes que duvidava”. A 6 de Junho de 1830, festa da Santíssima Trindade, Cristo lhe aparece como Rei crucificado, despojado de todos os seus paramentos.

 

Uma noite de verão

Ao 18 de Julho de 1830, véspera da festa de São Vicente que ela tanto ama, Catarina recorre àquele, cujo coração ela viu a transbordar de amor, para que o seu grande desejo de ver a Santíssima Virgem seja enfim alcançado. Às onze horas e meia da noite, ela ouve chamá-la pelo seu nome.

 

Uma misteriosa criança está ali, ao pé da sua cama e convida-a a levantar-se: “A Santíssima Virgem espera-te”, diz ela. Catarina veste-se e, acompanha a criança que, “deixa raios de luz por todos os lugares por onde passa”.
Chegando à Capela, Catarina pára perto da cadeira do Padre, colocada debaixo do quadro de Santa Ana (onde hoje está o quadro de S. José). Ela ouve então “como o “frou-frou” de um vestido de seda.” “Eis a Santíssima Virgem” diz o seu pequeno guia.

 

Ela não quer acreditar. A criança, porém, repete com uma voz mais forte: “Eis a Santíssima Virgem”. Catarina lança-se aos pés da Santíssima Virgem sentada na cadeira e apoia as mãos sobre os joelhos da Mãe de Deus. “Então, não fiz senão dar um salto para junto d’Ela, e, de joelhos, sobre os degraus do altar, as mãos apoiadas nos joelhos da Santíssima Virgem. Aí, passei um momento, o mais suave de minha vida. Ser-me-ia impossível dizer o que experimentei. A Santíssima Virgem disse-me como eu devia conduzir-me com o meu confessor e muitas outras coisas”.

 

A Santíssima Virgem indica com a mão o altar onde está o sacrário e diz: “Vinde ao pé deste altar, ali as graças serão espalhadas sobre todas as pessoas que as pedirem com confiança e fervor”.

Catarina recebe o anúncio de uma missão difícil e o pedido da fundação de uma Confraria das Filhas de Maria. O que será realizado pelo Padre Aladel no dia 2 de Fevereiro de 1840.

 

27 de Novembro

A 27 de Novembro de 1830, a Santíssima Virgem aparece de novo a Catarina, na capela. Desta vez, foi às 17h30, durante a oração, debaixo do quadro de S. José (onde está actualmente a Virgem do Globo). Catarina vê dois quadros vivos.

 

No primeiro, a Santíssima Virgem permanece de pé sobre um meio-globo terrestre, tendo nas mãos um pequeno globo dourado. Os pés esmagam uma serpente.

 

No primeiro quadro, a Virgem tem nas mãos um pequeno globo dourado encimado por uma cruz que ela levanta par ao céu. “Este globo representa o mundo inteiro, a França e cada pessoa em particular”.

 

No segundo quadro, saem de suas mãos abertas, cujos dedos têm anéis de pedras preciosas, raios de um brilho resplandecente. Catarina ouve ao mesmo tempo uma voz que lhe diz: “Estes raios são o símbolo das graças que eu espalho sobre as pessoas que mas pedem”. Depois, forma-se um oval à volta  da aparição e Catarina vê inscrever-se, em semi-círculo, esta invocação, até então desconhecida: “O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”, escrita em letras de ouro.

 

Então uma voz se faz ouvir ”Faz cunhar uma medalha segundo este modelo. As pessoas que a trouxerem com confiança receberão grandes graças”.
Em seguida, a medalha se volta de novo e Catarina vê o reverso: em cima, uma cruz encimada pela inicial de Maria, em baixo, dois corações, um, coroado de espinhos, outro, trespassado por uma espada.

 

Um adeus

 

No mês de Dezembro de 1830, durante a oração, Catarina ouve de novo um “frou-frou”, desta vez atrás do altar. O mesmo quadro da medalha se apresenta perto do sacrário, um pouco atrás.

Estes raios são o símbolo das graças que a Santíssima Virgem alcança para as pessoas que lhe pedem... Não me verás mais”.

É o fim das aparições. Catarina comunica ao seu confessor, Padre Aladel, os pedidos da Santíssima Virgem. Ele a acolhe muito mal, proibindo-a de pensar sobre o assunto. O choque é muito forte.

 

A 30 de Janeiro de 1831, ela termina o Seminário. Catarina recebe o Hábito. No dia seguinte, ela parte para o Asilo de Enghien, fundado pela família de Orléans, à rua de Picpus, 12, em Reuilly, a leste de Paris, num bairro miserável, onde, incógnita, servirá os pobres durante 46 anos.


A Medalha ou o caminho de Maria

Nesta Capela, escolhida por Deus, a Virgem Maria, em pessoa, veio revelar sua identidade através de um pequeno objecto, uma medalha, destinada a todos sem distinção!

 

A identidade de Maria era objecto de controvérsia entre teólogos, desde os primeiros tempos da Igreja. Em 431, o Concílio de Éfeso tinha proclamado o primeiro dogma mariano: Maria é Mãe de Deus.

 

A partir de 1830, a invocação “O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”, que sobe ao céu, milhares e milhares de vezes repetida por milhares e milhares de corações de cristãos do mundo inteiro, a pedido da própria Mãe de Deus, vai produzir o seu efeito!

 

A 8 de Dezembro de 1854, Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição: por uma graça especial que lhe vinha da morte de seu Filho, Maria é sem pecado desde o começo de sua concepção.

 

Quatro anos mais tarde, em 1858, as aparições de Lourdes irão confirmar a Bernadette Soubirous, o privilégio da Mãe de Deus.

 

Maria é a primeira resgatada pelos méritos de Jesus Cristo. Ela é luz para nossa terra. Todos somos como a Virgem Maria, destinados à felicidade eterna.

 

Medalha... Milagrosa...

Alguns meses depois das aparições, a Irmã Catarina é nomeada para o Asilo de Enghien (Paris XII), a fim de cuidar dos idosos. Ela põe -se ao trabalho. Mas a voz interior insiste: é preciso fazer cunhar a medalha. Catarina volta a falar ao seu confessor, o Padre Aladel.

 

Em Fevereiro de 1832, grassa uma terrível epidemia de cólera, que vai fazer mais de 20.000 mortos! As Filhas da Caridade começam a distribuir, em Junho, as 2.000 primeiras medalhas cunhadas a pedido do Padre Aladel.
As curas multiplicam-se, bem como as protecções e conversões. É um alastramento. O povo de Paris chama a medalha de "milagrosa".

 

No Outono de 1834 há mais de 500.000 medalhas. Em 1835 mais de um milhão no mundo inteiro. Em1839, a medalha tem mais de dez milhões de exemplares.

 

À morte de Irmã Catarina, em 1876, contam-se mais de um bilhão de medalhas!

 

A Medalha... Luminosa...

As palavras e desenhos gravados no verso da medalha expressam uma mensagem sob três aspectos intimamente ligados.

 

"O' Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

 

A identidade de Maria é revelada explicitamente aqui: a Virgem Maria é imaculada desde sua concepção. Desse privilégio que já lhe foi concedido pelos méritos da Paixão de seu Filho, Jesus Cristo, decorre a força poderosa de intercessão que ela exerce para com aqueles que lhe pedem. Eis por que, a Virgem Maria convida todos os homens a recorrerem a ela nas dificuldades de sua vida.

 

Os seus pés pisam uma metade do globo e esmagam a cabeça de uma serpente. A Virgem Maria envolve-se no combate espiritual, o combate contra o mal, do qual o mundo é o campo de batalha. Ela chama -nos a entrar, nós também, na lógica de Deus que não é a lógica do mundo. É esta a graça autêntica de conversão que o cristão deve pedir a Maria, para transmiti-la ao mundo.

 

As suas mãos estão abertas e os seus dedos estão adornados com anéis revestidos de pedras preciosas, de onde saem raios que caem sobre a terra, ampliando-se para baixo.

 

O brilho desses raios, bem como a beleza e a luz da aparição, descritas por Catarina, apelam, justificam e alimentam a nossa confiança na fidelidade de Maria (os anéis) para com seu Criador e para com seus filhos, na eficácia de sua intervenção; (os raios de graças que caem na terra) e na vitória final (a luz) pois, Ela, a primeira discípula, é a primeira resgatada.

 

A Medalha... dolorosa...

A medalha traz no seu reverso uma inicial e desenhos que nos introduzem no segredo de Maria.

 

A letra "M" está encimada pela Cruz de Cristo.
Os dois sinais entrelaçados mostram a relação indissolúvel que liga  Cristo à Sua Santíssima Mãe. Maria está associada à Missão Salvífica da Humanidade pelo seu Filho Jesus e participa, pela sua compaixão no próprio acto, do sacrifício redentor do Cristo.

 

Em baixo, dois corações, um cercado por uma coroa de espinhos, o outro trespassado por uma lança.
*O coração coroado de espinhos, é o Coração de Jesus. Lembra o episódio cruel da Paixão do Cristo, narrado nos evangelhos, antes da Sua morte. Significa a Sua Paixão de amor pelos homens.

* Este coração trespassado por uma lança, é o Coração de Maria, sua Mãe.
Lembra a profecia de Si meão contada nos evangelhos, no dia da Apresentação de Jesus no templo de Jerusalém, por Maria e José. Significa o amor do Cristo que invade Maria e o seu amor por nós: pela nossa Salvação. Ela aceita o sacrifício do seu próprio Filho.


* A aproximação dos dois Corações expressa que a vida de Maria é vida de intimidade com Jesus.

Doze estrelas estão gravadas à volta  da medalha.
Correspondem aos doze apóstolos e representam a Igreja. Ser Igreja, é amar Cristo e participar de sua Paixão pela Salvação do mundo. Cada baptizado é convidado a associar-se à Missão de Cristo, unindo o seu coração aos Corações de Jesus e de Maria.

 

A medalha é um apelo à consciência de cada um, para que escolha, como Cristo e Maria, o caminho do amor, até o dom total de si mesmo.

 

 

 

Thursday the 17th. Custom text here