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Margarida Naseau

Nasceu em, 6 de Julho de 1594, (conforme a Certidão de Baptismo), em Surresne-França. Era filha de Leufroy e Denise Glória, sendo baptizada pelo Padre Guilherme Glória, irmão de sua mãe Denise.

 

Margarida pertencia a uma família de camponeses profundamente cristã. Eram felizes e tiravam o seu sustento das culturas da terra e criação de gado. A família era composta de seis filhos sendo Margarida a mais velha.


Margarida perdeu a mãe muito cedo e foi encarregada de cuidar dos seus irmãos mais novos, dispensando-lhes, afeição e cuidados verdadeiramente maternais. Seu pai faleceu em 1629.


Nesta época, tomava conta da casa, costurava, trabalhava na lavoura, pastoreava o gado e era exímia em manejar a roca e o fuso.


Era piedosa, trabalhadora, organizada, possuía muito bom senso, mas não tinha instrução. Queria muito aprender ler e escrever, para melhor conhecer a Doutrina Cristã e poder ensinar os outros. Para isso, comprou uma Cartilha e nas horas vagas estudava, perguntando às pessoas que sabiam o nome das letras, depois como juntá-las e assim aprendeu a ler e a escrever sozinha.


Quando sentiu que estava preparada para ensinar aos outros, partiu de Surresne e foi para Willepreux para ser professora rural, onde procurou alfabetizar e evangelizar um pequeno grupo de jovens. Com esse grupo, ia de aldeia em aldeia levando a instrução básica e a Doutrina Cristã.


Certo dia, em 1630, estando o Padre Vicente de Paulo, a pregar as Missões em Saint-Claud, Margarida ouviu dizer que em Paris, havia jovens que serviam os pobres. Sentiu desejo de se entregar a essa missão e manifestou esse desejo ao Padre Vicente. Este enviou-a para Paris para colaborar com Luísa de Marillac.

Trabalhando para os pobres com o Padre Vicente e Luisa de Marillac, aprendeu o segredo da verdadeira caridade. Enviada depois pelo Padre Vicente para a Paróquia de São Nicolau de Chardonet, em Paris, aí se dedicou ao cuidado dos doentes. Impelida pela sua caridade heróica, recolheu uma mulher atacada da peste e instalou-a em sua própria cama. Ela própria foi contagiada, sendo levada para o Hospital de São Luiz, onde veio a falecer, com 39 anos de idade, em 24 de Fevereiro de 1633, vítima de seu amor aos pobres doentes.


Após a sua morte, São Vicente de Paulo teceu-lhe os maiores elogios dizendo: "Todos a amavam porque nela tudo era amável".


Apesar de Margarida nunca ter pertencido oficialmente à Companhia das Filhas da Caridade, pois esta só foi instituída em 29 de Novembro de 1633, São Vicente dizia ter sido ela a primeira Filha da Caridade e aquela que tinha mostrado o caminho às outras.

 

 

Santa Catarina Labouré
Na pequena aldeia de Fain-les-Moutiers, na Borgonha, Catarina nasceu a 2 de Maio de 1806, a nona dos
onze filhos de Pedro e Luísa Labouré, agricultores honestos e de fé profunda.

 

Quando tinha apenas nove anos, Catarina perdeu a mãe. Após o funeral, a menina subiu a uma cadeira no seu quarto, tirou uma imagem de Nossa Senhora da parede, beijou-a e pediu-lhe que Ela a partir daquele momento fosse a sua mãe.

 

Três anos depois, a irmã mais velha entrou para a Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.

 

Catarina, então com 12 anos, ajudada por sua irmã Tonine, com 10, assume todas as responsabilidades domésticas. Foi nessa época, que ela recebeu a Primeira Comunhão. A partir de então, a menina passou a levantar-se todos os dias às quatro horas da manhã, para participar na Eucaristia e rezar na igreja da aldeia mais próxima. Apesar dos inúmeros afazeres, não descuidava a sua vida espiritual.


São Vicente de Paulo indica-lhe a sua vocação

O tempo foi passando, e Catarina crescendo em graça e santidade. Certo dia, sonhou que estava na igreja enquanto um sacerdote, já idoso, celebrava a Missa. Quando esta terminou, o sacerdote fez-lhe um sinal com o dedo, chamando-a para perto de si. Porém, assustada, Catarina retirou-se do recinto sagrado e foi visitar um doente. O mesmo sacerdote apareceu-lhe, e disse: “Minha filha, é uma boa obra cuidar dos enfermos; tu agora foges de mim, mas um dia serás feliz de me encontrar. Deus tem desígnios sobre ti, não te esqueças”. Catarina acordou sem entender o significado do sonho.

Mais tarde, visitando a casa das Irmãs da Caridade de Chatillon, onde estava a sua irmã, viu na parede um quadro representando o mesmo ancião. Perguntou quem era, e responderam-lhe que se tratava de São Vicente de Paulo, Fundador da Companhia das Filhas da Caridade. Catarina compreendeu então, que a sua vocação era ser Filha da Caridade.

Mas o pai não queria ouvir falar disso. Já bastava ter dado uma filha a Deus, e ele tinha muito amor a Catarina. Para distraí-la dessa ideia, mandou-a para Paris, para ajudar o irmão que tinha lá uma pensão. Foi uma provação para ela ver-se no meio dos rudes clientes do estabelecimento, o que a fez redobrar a oração para manter a pureza de coração e o fervor de espírito.

Uma cunhada convidou-a para ir para sua casa, em Chatillon, onde mantinha uma escola para raparigas. Ali, Catarina podia ir frequentemente à casa das Filhas da Caridade, que ficava perto. E foi nessa casa religiosa que ela entrou a 22 de Janeiro de 1830, quando seu pai lhe deu finalmente a autorização para o fazer. Catarina tinha então 24 anos de idade.

 

Preparação para importantes revelações

Depois de passar pelo postulantado em Chatillon, Catarina foi mandada para o noviciado na Casa-mãe das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris. Nesses dias, a comunidade fazia uma novena preparatória para a trasladação das relíquias de São Vicente de Paulo.

Catarina era favorecida com visões muito especiais. Conforme narra ela mesma. Uma delas “era a de ver Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento. Eu O vi durante todo o tempo do meu noviciado, excepto todas as vezes que eu duvidava; nesses dias eu nada via, porque procurava aprofunda este mistério, e temia enganar-me”.(1) No domingo da Santíssima Trindade, “Nosso Senhor apareceu-me no Santíssimo Sacramento durante a Missa cantada, como um rei, tendo uma cruz ao peito. No momento do Evangelho, pareceu-me que a cruz caía aos pés de Nosso Senhor e que Ele estava sem as insígnias reais; todas tinham caído por terra. Tive então os mais negros e tristes pensamentos: pensei que o Rei da Terra estava perdido e ia ser despojado da realeza; e depois disso pensei, sem saber explicar, na extensão dos grandes males que viriam”.(2) Com efeito, poucas semanas depois, Carlos X foi destituído do trono e afastado do reino.
Essas graças eram uma preparação para as grandes aparições da Mãe de Deus.

 

Primeira visão da Santíssima Virgem

Na véspera da festa de São Vicente, ainda em 1830, a Mestra de Noviças tinha feito uma palestra sobre a devoção aos santos, e especialmente a Nossa Senhora. Isso despertou no coração da Irmã Catarina o desejo de ver a Mãe de Deus. Quando foi deitar-se, pegou um pedacinho de uma sobrepeliz de São Vicente, que a Mestra tinha dado como relíquia às noviças, e engoliu-o, julgando assim que São Vicente poderia alcançar-lhe essa graça.

Quando tudo estava tranquilo e todas dormiam, às onze e meia da noite, a Irmã Catarina ouviu uma voz de criança que a chamava. Abriu o cortinado do leito e viu um menino de uns cinco anos de idade, que lhe disse: “Vem à capela. A Santíssima Virgem espera-te”. Catarina vestiu-se rapidamente e seguiu a criança até à capela, que estava iluminada como para a Missa de Natal.

O menino, que era o Anjo da Guarda de Catarina, conduziu-a ao presbitério, para junto da cadeira do Padre Director. Aí, ela ajoelhou-se. Depois de um tempo que lhe pareceu longo, ouviu o ruído do roçagar de um vestido de seda, e a Santíssima Virgem veio sentar-se na cadeira. Conta-nos Catarina: “Ela disse-me como eu devia proceder para com o meu director, como devia proceder nas horas de sofrimento e muitas outras coisas que não posso revelar”.(3)

Essas coisas que ela não podia contar em 1830, revelou-as depois: “Várias desgraças vão cair sobre a França; o trono será derrubado; o mundo inteiro será assolado por desgraças de toda sorte.

Referiu-se, em seguida, a outros acontecimentos que ocorreriam num futuro mais distante, prevendo com 40 anos de antecedência as agitações da Comuna de Paris e o assassinato do Arcebispo; prometeu uma protecção especial, nessas horas trágicas, para os filhos e as filhas de São Vicente de Paulo.

 

Revelação extraordinária da Medalha Milagrosa

No dia 27 de Novembro de 1830, Catarina tinha acabado de fazer a leitura da meditação, na capela, quando ouviu o característico roçagar de um vestido de seda. Olhou para o lado, e viu Nossa Senhora vestida de branco, sobre um meio globo. Tinha nas mãos um globo dourado, e olhava para o Céu.

“De repente — narra Catarina — vi anéis nos seus dedos, cobertos de pedras preciosas, umas maiores e mais belas do que as outras, das quais saíam raios que eram, também, uns mais belos que os outros”. Nossa Senhora explicou-lhe que tais raios simbolizavam as graças que derramava sobre as pessoas que as pediam.
Continua Catarina: “Formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, de forma oval, no alto do qual estavam escritas, com letras de ouro, estas palavras: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

Ao mesmo tempo, uma voz disse-lhe para mandar cunhar uma medalha conforme aquele modelo, com a promessa de que as pessoas que a trouxessem ao pescoço receberiam muitas graças, “principalmente as que a trouxessem com inteira confiança”.

Instantes depois, o quadro girou sobre si mesmo, e Catarina viu o reverso da medalha.

 

Difusão da Medalha e graças operadas

Catarina perguntou a Nossa Senhora a quem recorrer para cunhar a medalha. A Mãe de Deus respondeu-lhe que deveria procurar o seu confessor, o Pe. João Aria Aladel: “Ele é meu servo”. No início, o Pe. Aladel não acreditou no que Catarina dizia; mas, após dois anos de insistência, ele procurou o Arcebispo, que ordenou em 20 de Junho de 1832 que fossem cunhadas duas mil medalhas.
O modo como se difundiram as medalhas foi tão prodigioso, juntamente com um grande número de graças operadas, que a medalha passou a ser conhecida como Medalha Milagrosa. Por exemplo, em Março de 1832, quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas semanas. Num único dia, chegou a haver 861 mortes.

No fim de Junho, as primeiras medalhas ficaram prontas e começaram a ser distribuídas entre os doentes atingidos por este flagelo A partir desse momento a peste começou a abrandar, e tiveram início, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.

A missão de Catarina Labouré estava cumprida. Os 46 anos que lhe restaram de vida, passou-os como uma humilde Irmã, da qual praticamente nada havia para dizer. Só quando se aproximou a sua morte, em 1876, a sua superiora soube que fora ela a Irmã privilegiada que recebera aquela sublime missão.

Ela foi beatificada pelo Papa Pio XI em 1933 e canonizada no dia 27 de Julho de 1947 pelo Papa Pio XII.
Cinquenta e seis anos após sua morte, o corpo de Catarina foi encontrado inteiramente incorrupto, e ainda se encontra hoje na capela das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

 

João Gabriel Perboyre

Nasceu, em Puech, Paróquia de Mongesty, na França, no dia 6 de Janeiro de 1802, filho de Pedro Perboyre e Maria Rigal. Era um Lar profundamente cristão onde a oração e a prática das virtudes, alimentava a Fé da numerosa família. Dos seus oito filhos, cinco foram consagrados ao serviço dos Pobres na dupla família de São Vicente. Maria Ana e Antonieta, entraram na Companhia das Filhas da Caridade Filhas da Caridade e Luís, Tiago e João Gabriel na Congregação da Missão.
João Gabriel, entrou para o Seminário interno da Congregação da Missão, em 15 de Dezembro de 1818. No dia 28 de Dezembro de 1820 fez Votos de Pobreza, Castidade, Obediência e Estabilidade.
Foi Ordenado Sacerdote a 23 de Setembro de 1826, na Capela da Casa Mãe das Filhas da Caridade.
Como Sacerdote, foi Professor de Teologia no Seminário de Saint Flour. Em 1832,foi nomeado Director dos noviços,
em Paris.
João Gabriel, porém desejava dedicar-se às Missões, em país estrangeiro. Embarcou no Havre, no navio "Edmond", no dia 21 de Março de 1835, chegando a Macau, na China, em 29 de Agosto de 1835. Após duros trabalhos apostólicos, em Honan, foi perseguido, traído, preso, em Setembro de 1839. Depois de numerosos tormentos, sofreu o martírio, condenado à morte por estrangulamento, na forca, em Ou-Tchang-Fou a 11 de Setembro de 1840.
Foi Beatificado pelo Papa Leão XIII, em 10 de Novembro de 1889 e canonizado pelo Papa João Paulo II, em 2 de Junho de 1996.

 

São Francisco Regis Clet

Nasceu em Grenoble-França a 20 de Agosto de 1748, de uma famí1ia profundamente cristã. Era o décimo dos quinze filhos de Cesário Clet e Claudina Bourquy.
Estudou no colégio Real, dirigido pelos Padres Jesuítas. Em 1769, entrou para a Congregação da Missão, em Lião, onde os filhos de S. Vicente de Paulo possuíam um Seminário, sendo ordenado sacerdote em 27 de Março de 1773. Foi professor de Teologia e Director do Seminário Interno da Congregação da Missão, em Paris.
Vendo os estragos que a Revolução francesa fizera, pediu aos Superiores para partir para as Missões estrangeiras. Partiu para a China, chegando a Macau, no dia 15 de Outubro de 1791. Durante 30 anos dedicou-se totalmente à Missão da China.
Em 1818 desencadeou -se, na China, uma terrível perseguição contra a Igreja, fazendo muitos Mártires. O Padre Clet, foi traído por um falso cristão. Preso em 16 de Junho de 1819 foi barbaramente torturado; condenado à morte, foi estrangulado, em 18 de Fevereiro de 1820, perto de Ou-Chang-Fou.
Foi beatificado pelo Papa Leão XII em 27 de Maio de 1900
Em 10 de Outubro de 2000, foi Canonizado pelo Papa João Paulo II.

 

Mátires de Arrás

Na época tumultuosa da Revolução francesa, coroaram a sua vida com o martírio, no serviço dos pobres e pela sua fidelidade à Fé em Cristo e à Igreja as Filhas da Caridade:
-Irmã Maria Madalena Fontaine, nascida em Etrepagny - França, a 22 de Abril de 1723 e Filha da Caridade desde 9 de Julho de 1748.
-Irmã Maria Francisca Lanel, nascida em Seine-Maritime-França, a 24 de Agosto de 1745 e Filha da Caridade desde 10 de Abril de 1764.
-Irmã Teresa Madalena Fantou, nascida em Miniac-Morvan me-et Vilaine França, a 29 de Julho de 1747 e Filha da Caridade desde 28 de Setembro de 1771.
-Irmã Joana Gerard, nascida
em Cumiéres Meuse - França, a 23 de Outubro de 1752 e Filha da Caridade desde 17 de Setembro de 1776.

Estas Irmãs trabalhavam em Arrás, e todas se dedicavam com amor às obras preferidas pelo coração de São Vicente: escola para as meninas pobres, visita a domicílio, assistência aos doentes nas suas próprias casas e outros que em grande número frequentavam o dispensário das Irmãs

Em 1788, a França sofreu os horrores da Revolução e a Igreja chorava os seus filhos barbaramente perseguidos. Em 2 de Novembro, a Assembleia Nacional, chamada Constituinte, confiscou todos os bens eclesiásticos, suprimiu as ordens e Congregações Religiosas, obrigando ao juramento da Constituição herética.
Como as Irmãs se negaram a prestar o juramento pedido, foram presas, no dia 5 de Abril de 1794 e levadas para a prisão de Abbatiale, onde já existiam 500 outras prisioneiras. Parece que Deus providencialmente colocava no meio dessas infelizes senhoras, as quatro Filhas da Caridade, para servir-lhes de consolo e força no momento da prova. Prisioneiras e condenadas às mesmas privações, ajudá-las-iam a entregarem-se nas mãos de Deus.
No dia 5 de Abril as Irmãs foram levadas para interrogatório e condenadas à guilhotina. Encarceradas na prisão dos Baudets, no dia 25 de Junho de 1794, às 10 horas da noite, as Irmãs foram levadas de carruagem para Cambrai para serem guilhotinadas.
Antes de ser decapitada a Irmã Fontaine, dirigiu palavras de esperança e consolo ao povo dizendo: "Cristãos, escutai-me, nós seremos as últimas vítimas. Amanhã cessará a perseguição, o patíbulo será demolido e os altares de Jesus Cristo, ressurgirão gloriosos." Foram guilhotinadas, no dia 26 de Junho de 1794. As palavras da Irmã Fontaine, cumpriram-se. Elas foram, de facto, as últimas vítimas da revolução.
O Papa Bento XI beatificou-as em 13 de Junho de 1920

 

Irmã Lindalva Justo de Oliveira

Nasceu em Açu, Rio Grande do norte, Brasil a 20 de Outubro de 1953. Era a sexta Filha do casal João Justo da Fé e de Maria Lúcia da Fé.
Desde muito cedo se revelou piedosa e sensível aos pobres.
Em 1987 é admitida na Companhia das Filhas da caridade de S. Vicente de Paulo.
Em 26 de Janeiro de 1991, depois de ter concluído o noviciado é colocada no Abrigo Dom Pedro II, Salvador-Bahia.
È responsável por quarenta idosos e faz ainda visitas a domicilio a pessoas necessitadas de auxílio.
A 9 de Abril de 1993, numa sexta-feira Santa, ao regressar da Via-Sacra, quando solícita ia servir a refeição aos idosos, é subitamente agredida por um dos internos, de 46 anos de idade, que não tendo conseguido levar acabo os seus intentos malévolos, desfere 44 facadas sobre a Irmã provocando-lhe morte imediata.
Lindalva tinha apenas 39 anos de idade.
Os seus restos mortais repousam numa urna na capela do Abrigo Dom Pedro II, local do seu trabalho e do seu martírio, onde está gravada a inscrição:
“bem-aventurada Lindalva Justo de oliveira.” Filha da Caridade

 

Frederico Ozanam

Frederico Ozanam é uma figura totalmente excepcional na história da Igreja Católica. Da Igreja, é bom insistir, pois ele sentiu-se sempre e com toda a radicalidade filho e membro da Igreja: “ Profundamente laico sem deixar de ser católico”, como se expressava ele mesmo. Como “laico” refere-se ao contexto vital em que ele quis viver a sua fé. Uma fé situada no mundo; no seu caso, no mundo da alta cultura como professor da Sorbona e escritor de prestígio. Como católico, refere-se ao princípio vital da sua existência. Após uma forte crise de fé aos dezassete anos, crise provocada pelo seu primeiro contacto com o ambiente pós-revolucionário e descrente da Universidade de Paris, o jovem Frederico encontra o princípio e o e a razão de ser da sua vida até à morte prematura aos quarenta anos, na fé em Jesus Cristo e na Igreja, transmitida através de seus pais.

O seu nome podia muito bem ter passado à história pela qualidade da produção intelectual, mas foi só parcialmente. Na verdade o que o mantém hoje vivo é a sua dedicação e o seu amor aos pobres e a sua participação na fundação das Conferências de S. Vicente de Paulo.
Tem apenas 28 anos quando descobre, e assim o diz na primeira reunião das Conferências, que há que descobrir e “contemplar Jesus Cristo sofredor na pessoa dos pobres.”
O cristão não tem outra maneira de chegar ao Deus de Jesus Cristo, pois “a Deus não o vemos senão com os olhos da Fé, mas os pobres vemo-los com os olhos da carne. São imagens sagradas do Deus a quem não vemos. E como não podemos amá-Lo doutra maneira, amá-lo-emos na pessoa dos pobres.”
Vicente de Paulo, a quem Frederico Ozanam e os seus companheiros aceitaram desde o primeiro momento, como patrono e inspirador das Conferências, teria afirmado exactamente a mesma coisa. Vicente de Paulo, sacerdote, e Frederico Ozanam, leigo e pai de família, são almas gémeas.

 

IRMÃ Rosália RENDU
Nasceu em Gex, França, no dia 8 de Setembro de 1787 e foi baptizada com o nome de Joana Maria Marie Rendu. Era filha de uma família de ricos burgueses, cuja nobreza consistia sobretudo nas suas profundas convicções cristãs. Ainda adolescente sentiu o apelo de Deus que a chamava a consagrar-se ao Seu serviço.
Aos 15 anos, em 25 de Maio de 1802, foi bater à porta da Casa Mãe das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, pedindo a sua admissão na Companhia.
Fez o Noviciado (Seminário), na Casa Mãe e quando terminou recebeu o nome de Irmã Rosália e foi enviada para servir os Pobres na Casa de Caridade da Rua L'Epée-de-Bois, bairro de Saint Mareel. Durante 40 anos dedicou-se a aliviar toda a sorte de pobres, organizando Projectos de Assistência Social e socorrendo os necessitados.
Em 1833, quando alguns jovens universitários, entre eles Frederico Ozanan, se sentiram inspirados a fundar a Sociedade de São Vicente de Paulo, foi a Irmã Rosalia que os animou e lhes deu as indicações práticas para o exercício da Caridade.
A Caridade era a sua vida e os pobres a sua constante preocupação. No seu coração, a presença de Deus estava sempre ligada à dos pobres. Mais de uma vez, no momento das refeições, não podia sentar-se à mesa sem dizer: "Uma coisa me sufoca e me tira o apetite: é pensar que há tantas famílias que não têm pão."
Nos seus últimos anos várias doenças a fizeram sofrer, terrivelmente. Mesmo cega, não deixou de atender aos pobres até o fim da sua vida.
Em Fevereiro de
1856, a Irmã Rosália unia -se definitivamente a Deus. Toda a cidade de Paris ficou abalada e, pela última vez, recebeu a visita daquela multidão que ela durante a sua vida servira com tanto amor: pessoas de todas as categorias e profissões, grandes e pequenos, ricos e pobres, sábios e operários, todos misturados, confundidos, exprimindo, sob formas e maneiras diversas os mesmos sentimentos e a mesma dor.

Foi beatificada a 9 de Novembro de 2003 pelo Papa João Paulo II

 

Elizabeth Ann Seton

Elizabeth Ann Seton é a primeira santa dos Estados Unidos, canonizada pela Igreja Católica. Fundou a primeira Comunidade das Irmãs Americanas da Caridade de S. José e iniciou as Escolas Católicas Paroquiais dos Estados Unidos.

Elizabeth Ann Seton nasceu a 28 de Agosto de 1774 em Nova Yorque.SEra Filha de Ricardo Bayley e Catarina Chariton. Sendo os dois episcopalianos fervorosos. Foi baptizada e educada na Igreja episcopaliana. O Pai, médico e cirurgião de renome, foi o primeiro delegado de Saúde no Porto de Nova Yorque e depois professor de anatomia no colégio Real (Universidade de Colúmbia).
Elizabeth cresceu
em Nova York e em Nova Rochelle. A 25 de Janeiro de 1794, Elizabeth Anne casou com william Magee Seton, filho de uma rica família de armadores e habitava em State Sreet, em Manhattan. O seu casamento foi abençoado com o nascimento de três meninas e dois rapazes.
Infelizmente, Wiliam depressa cai doente atacado por uma terrível tuberculose. Ele parte para Itália acompanhado por Elizabeth e a sua filho mais velha, Ana, com esperança de recuperar a saúde. Mas ele morre a 27 de Dezembro de 1803, deixando-a viúva com 5 filhos e apenas 29 anos.
A Família Felicchi de Livorno, em Itália, sócios de negócios e grandes amigos de Elzabeth e William, oferecem-lhe hospitalidade, apoio e consolação. Elizabeth Anne, que era muito espiritual, ficou muito tocada pela devoção e a fé da família Felicchi que era católica.
Um ano depois do seu regresso a Nova York, Elizabeth decide converter-se ao catolicismo e a 14 de Março de 1805, é recebida na Igreja de S. Pedro
em Barclay Street. Esta decisão custou muito a Elizabeth por causa do afastamento da sua família e das suas amigas.
Os anos seguintes são muito duros para Elizabeth. Viúva, com cinco filhos, sem meios económicos para os sustentar por causa da falência da empresa familiar, pouco antes da morte de William, e sem poder contar com o apoio da sua família e dos seus amigos.
Em Junho, de 1808 o Padre William Louis Dubourg, padre sulpiciano, de MarYland, encontra Elzabeth durante uma visita a Nova York e convida-a a mudar para Baltimore, prometendo-lhe abrir aí uma escola para meninas.
Graças à generosidade de um benfeitor, a escola pôde instalar-se em Emmitsburg, Maryland. Esta nova obra começou em 31 de Julho de 1809
em Saint José Valley. Em breve, este projecto atrai outras mulheres que lhe seguem os passos para se consagrar à instrução das crianças pobres, começando assim a Comunidade das Irmãs da Caridade.
A 17 de Janeiro de 1812, Elizabeth recebe a confirmação oficial das regras e das Constituições das Irmãs da Caridade nos Estados Unidos. Estas Regras são redigidas com base nas Regras comuns das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, fundadas em França por S. Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac em 1633. Assim nasceu a primeira comunidade religiosa americana.
Muito antes de ser acolhida na Igreja Católica, Elizabeth tinha descoberto Cristo nos pobres, especialmente nas mulheres e nas crianças carenciadas.
A santidade de Elizabeth foi reconhecida por causa da sua busca da vontade de Deus na sua vida e pela sua fidelidade
em responder-Lhe. A sua santidade enraíza-se na sua fidelidade à oração e à liturgia na Igreja protestante episcopaliana do seu tempo. Fiel praticante da Paróquia da Santíssima Trindade, ela orava longo tempo diante do santíssimo Sacramento na vizinha capela de S. Pedro, que era católica.
Morreu a 4 de Janeiro de 1821 em Emmitsburg, com 46 anos.

A 25 de Março de 1850,a Comunidade de Emmitsburg uniu-se à Companhia das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo de França.
A 17 de Março de 1963, Elizabeth Ann Seton foi beatificada pelo Papa João XXIII.
Foi canonizada em Setembro de 1975, por Paulo VI.

 

Joana Antide Thouret

A Congregação das Irmãs da Caridade de Besançon faz parte da tradição vicentina. A sua fundadora foi Filha da Caridade.
Joana Antide Thouret nasceu a 17 de Novembro de 1765 em Sanceyle Long, França.
Tinha 22 anos quando entrou na Companhia das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, congregação que alia oração e serviço dos pobres.
Durante a Revolução Francesa, todas as Filhas da Caridade foram dispersas e regressaram às suas famílias. Joana tenta juntar-se a outros grupos religiosos mas nenhum corresponde às suas aspirações.
A 11 de Abril de 1799, ela abre uma pequena escola e uma cantina para os pobres de Besançon. A partir daí, nasce uma Comunidade e funda várias casas
em França. Em 1810, o rei de Nápoles faz-lhe um apelo para abrir casas na Itália para o serviço dos pobres. Joana parte para esta cidade com algumas Irmãs para fundar algumas casas em Itália.
Em 24 de Agosto de 1826 morre
em Nápoles.
A Comunidade conta agora 4000 Irmãs espalhadas pelos 5 Continentes com uma grande variedade de obras ao serviço dos pobres.
A Vida Comunitária, a Eucaristia, o Mistério Pascal são hoje ainda para as suas Irmãs como o foram para Joana.

 

SÃO JUSTINO DE JACOBIS

Nasceu em San Fele Província de Nápoles - Itália, a 9 de Setembro de 1800. Eram seus pais João Batista de Jacobis e Josefina Muccia. Muito cedo a mãe consagrou-o a Deus e confiou a sua educação aos Padres Carmelitas.
Em 17 de Outubro de 1818 entrou para a Congregação da Missão. Durante o seu Noviciado, foi sempre um modelo de piedade: Tinha uma profunda devoção à Santíssima Virgem e aplicava-se à prática das virtudes cristãs sobretudo sobressaía na prática da humildade.
Distinguia-se ainda pelo seu empenho nos estudos sendo um aluno brilhante.
No dia 18 de Outubro de 1820, pronunciava os seus primeiros Votos. Terminados os Estudos Teológicos, foi enviado à Casa d'Oria, em Brindissi, onde foi Ordenado Sacerdote, em 12 de Junho de 1824.
Exerceu o seu Ministério Sacerdotal, em Monopoli, em Lacce.
Em 1837, deixa Lacce para assumir a direcção da Casa Central de Nápoles, como Director do Seminário.
O seu desejo, porém, era ser Missionário em terras estrangeiras.
Foi enviado para a Abissínia, em África, a 10 de Março de 1839, onde durante 20 anos se entregou com dedicação à sua missão como Prefeito Apostólico. Em 5 de Janeiro de 1941, o Soberano da Etiópia mandou chamar o Padre Jacobis para que ele o acompanhasse ao Cairo, numa embaixada, em nome dos Príncipes da Abissínia, para pedir ao Patriarca Copta do Cairo, um Bispo que deveria substituir o que falecera. A embaixada era constituída por altas personalidades do clero abissínio. Do Cairo, conduziu a embaixada até Roma, onde a majestade do culto católico, a beleza das basílicas, impressionou os abissínios.
No regresso, o Padre Jacobis, foi dirigir o Seminário. No dia 7 de Janeiro de 1849 foi Sagrado Bispo. Desencadeou–se então, uma violenta perseguição à Igreja. Padres e fiéis leigos foram presos e martirizados. O Bispo Jacobis foi preso várias vezes e maltratado. Desejava muito morrer mártir, sofreu corajosamente todos os sofrimentos. Faleceu no decurso de uma viagem pelo Vale de Aligadé a 31 de Julho de 1860.
Foi Beatificado, em 25 de Junho de 1939, pelo Papa Pio XII e Canonizado pelo Papa Paulo VI em 26 de Outubro de 1975.

 

BeatoGhebra Michael

Nasceu em Dibos, na Abissínia, província de Gondja, em 1791.
Aos 5 anos de idade começou os estudos. Todas as manhãs, depois da aula, ia apascentar o rebanho de seu pai.
Entregou-se muito cedo aos complicados estudos etíopes; terminando o curso superior no mosteiro dos monges monofisitas de Mertonlé-Mariam, resolveu consagrar-se aí ao serviço de Deus. Contava 19 anos quando iniciou o noviciado, cuja duração era de seis anos. Findo esse período o Abade impôs-lhe o barrete branco de professo. Dois caminhos se lhe abriam então: a vida asceta da Tebaida ou a alta magistratura judiciária. Ele escolheu a primeira, pois aspirava à vida espiritual, às exigências da virtude, à posse da ciência, segundo a Doutrina de Cristo. O jovem monge sentiu-se decepcionado com a preguiça e falta de espiritualidade na vida dos monges monofisitas.
Algum tempo depois, foi convidado a fazer parte da embaixada que iria ao Cairo, juntamente com o Padre Justino de Jacobis, missionário católico, com a finalidade de trazer do Cairo um sucessor do Bispo, menofisita da Etiópia o qual havia falecido.
Juntamente com o Padre Justino de Jacobis, a embaixada empreendeu a viagem, indo primeiro para Roma, a Cidade Eterna. Ghebre Michael aproveitou a oportunidade para aprofundar os seus anseios de santidade, procurando a verdade sobre a Doutrina de Cristo. Apesar da grande admiração e a impressão que a Igreja de Roma lhe causou, manteve-se fiel à sua Igreja.
Mas a luz da graça não tardaria a brilhar no seu caminho. Incompreendido pelos seus correligionários, decepcionado e ferido no seu orgulho de monge sábio, deixou tudo e procurou o Missionário Padre Justino de Jacobis, pedindo-lhe orientação. Estudou teologia durante 3 anos e, no fim desse período, foi ordenado Sacerdote, em 10 de Janeiro de 1851. Contava então 60 anos de idade.
Não tardou que fosse denunciado por causa de sua fé, sendo preso e torturado. Foi condenado à prisão perpétua. Quando ia a caminho do campo de trabalhos forçados, extenuado pelas privações e maus-tratos, não podendo mais andar, reclinou-se numa pedra à sombra de uma árvore e ali exalou o último suspiro. Foi a 13 de Julho de 1855. Os guardas, tiraram-lhe as correntes e enterraram-no perto da árvore, onde havia falecido.
 Ghebre Michael foi beatificado pelo Papa Pio XI, a 3 de Outubro de 1926.

 

 

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